Medo de dentista... Quem nunca?

Atire a primeira pedra quem jamais suou, tremeu, chorou ou até mesmo teve uma pequena dose de pânico diante de um dentista. E para quem não sabe, medo de dentista é algo mais real (e comum!) do que se pensa. Quem garante é a especialista em Periodontia e uma das profissionais que integra o time de saúde do Sest Senat de Cariacica, Florisa Almeida. E tem mais! Geralmente, ele é fruto de uma má experiência do passado que ganha corpo ao longo dos anos e passa de geração para geração. Isso significa que...

“Muitas vezes, mesmo sem querer, são os pais que despertam no filho o medo do dentista”, ressalta, completando em seguida. “Mães e pais que se identificarem com o que disse acima precisam rever tal comportamento, pois as visitas ao odontologista precisam ser periódicas. E, em via de regra, quem demora muito tempo para voltar ao dentista, precisa fazer tratamentos mais complexos e longos”.

O protocolo odontológico pede que as consultas odontológicas aconteçam, pelo menos, de seis em seis meses. Segundo Florisa, esse é um intervalo que permite um bom acompanhamento e evita problemas maiores com a saúde bucal. “Isso é importante frisar: quanto mais tempo o paciente demorar para voltar, menos simples será o tratamento”.

 

Respeitar o medo é essencial!

 Por mais que não exista estudo técnico algum capaz de explicar esse medo coletivo, Florisa defende que tal sentimento precisa ser levado em consideração e vai além, ao garantir que este é o primeiro passo para fazer romper as barreiras entre o paciente e o dentista.

“Ser paciente, acolher o paciente e ouvir o que ele tem a dizer, respeitar seu sentimento, explicar o que será feito e transmitir a tranquilidade necessária são atitudes que podem minimizar o estresse. E isso precisa ser feito com o adulto e, principalmente, com a criança. Neste primeiro contato, precisamos ser um pouco psicólogos”, resume a profissional, que, no entanto, faz um alerta: as pessoas que sentem, de fato, fobia da cadeira de dentista devem procurar um acompanhamento psicológico.

“Quando o medo é tão grande que impossibilita o tratamento, a melhor saída é o atendimento especializado com um psicólogo. Este acompanhamento proporcionará ao paciente trabalhar as questões emocionais relacionadas à própria saúde”, explica a psicóloga da unidade Aylmer Chieppe, Hely Tavares.