Dor na lombar: uma “amiga” íntima

Em abril do ano passado a fisioterapeuta Danúbia Doná chegou ao Sest Senat de São Mateus e não precisou de muito tempo para detectar a principal queixa dos pacientes da unidade: a grande maioria sofria de lombalgia, a famosa dor na região lombar. E engana-se quem pensa que a reclamação atingia apenas os motoristas, que passam horas sentados à frente do volante. “O público em geral chegava reclamando da mesma coisa”, conta.

A lombalgia é algo mais comum do que se imagina. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 80% da população sofre ou ainda vai sofrer desse mal, que, no geral, é provocado por má postura, excesso de peso, sedentarismo, pelo hábito de carregar peso de maneira incorreta ou até mesmo por problemas decorrentes da vida agitada – ou seja, o estresse! E o que não é bom pode, ainda, evoluir para uma hérnia de disco, caso não seja tratado de maneira correta.

“Para quem trabalha sentado, como é o caso de nossos motoristas, podemos dizer que a dor lombar é um problema crônico, causado pela compressão das vértebras, que piora com o passar dos anos e pode evoluir para a hérnia de disco. É aí que entra a Fisioterapia, tratamento indicado para desinflamar a área, tirar a dor e permitir ao paciente manter sua rotina diária”, explica a especialista, lembrando, ainda, que através das sessões fisioterápicas o paciente vai aprender, e ter de colocar em prática, a reeducação postural. E essa é, na opinião de Danúbia, o “pulo do gato”, o caminho para o paciente se livrar da dor.

“Mais do que tratar, nosso objetivo é orientá-lo para que se sinta bem no seu dia a dia”, completa.

Fisioterapia convencional e pilates

A proposta do trabalho fisioterápico, como destacou Danúbia, não é pontual, e sim de futuro, sempre focado na saúde, bem-estar e qualidade de vida. Pensando nisso, a equipe de São Mateus deu um passo à frente está oferecendo aos seus usuários, além da Fisioterapia convencional, a prática do Pilates. Essa fase tem início logo depois que a dor lombar é controlada.

“E quando enviamos o paciente às sessões de Pilates, estamos aproveitando para apresentar a ele uma boa opção de atividade física para ele integrar à sua rotina”, explica a profissional.

Leia esta matéria na íntegra no jornal Transporte.Log – Edição 56